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Publicado por em 1 de julho de 2011 | 4 Comentários

Quem não gosta de jogos casuais

Cá estou novamente pra fazer polêmica em copo d’água. Vamos resmungar sobre aqueles que resmungam sobre os jogos casuais.

Entenda algo, gosto pessoal é igual jogo sandbox, é diferente pra cada um. Mas aqui quero questionar o porque de reclamar tanto dos jogadores casuais

Admito que por ser mais velho é difícil me colocar em uma posição que me permita considerar jogos casuais até mesmo como jogos no geral, fui iniciado no mundo dos Games de verdade pelo tão falado em nossos casts, Mega Man 2.

Então, em que momento de minha vida passei a considerar o jogo casual um jogo? Bem, desde sempre!

A minha lembrança menos antiga, mas não tão recente vem do Mario Party 1, para Nintendo 64. Dificuldades dos mini games a parte, comparado com o que tínhamos no próprio console, este jogo era casual. Todos conseguiam jogar.

Um fator que sempre procuro levar em consideração é o comparativo, e é aqui que muitos se perdem. Comparar Mario Party com outros títulos do N64, já o coloca no patamar de casual:

“Ele não chega perto ao nível de hardcore do Mario 64 ou do Mario Kart 64!”

Pronto, comparamos três jogos de proposta diferenciada , pelo tempo que dedicamos a eles. Raciocinando assim, nenhum jogo seria comparável com os RPGs ocidentais em nível de hardcore.

Então por que resmungamos? Seria por que a pessoa disse que está se divertindo montando uma cidade no Facebook, e nós que jogamos SimCity no MSDOS julgamos que aquela não é a maneira de jogar um construtor de cidades?

Agora se ponha em seu lugar, e lembre que não é fácil pra uma pessoa leiga, ou até mesmo afastada de jogos, lidar até mesmo com uma interface amigável do Wii, o que dirá da frieza da XMB do PS3. E isso tem se tornado mais eficiente em plataformas distintas como o próprio Facebook!

A diferença que vejo é que muitas pessoas estão jogando em seus celulares, facebooks, Wiis e DS. Caso você tenha chegado ao mundo hoje, eu afirmo, isso não acontecia.

O que temos hoje são mais pessoas JOGANDO, não importa o que, e somados, esses casuais gastaram mais de maneira legal com seus jogos, moedas verdes, DLCs, e cartuchinhos de MyPet do que muitos de nós com pirataria.

Eles são o mercado do futuro, e se não consegue se imaginar compartilhando uma sala de Call of Duty 18 daqui a alguns anos com esses jogadores casuais de hoje, você não está pronto para o futuro que está por vir.

Este texto foi escrito em um avião a caminho do Rio de Janeiro às 5:30 da manhã…

  • zeromil

    "Ele não chega perto ao nível de hardcore do Mario 64 ou do Mario 64!"

    Acho que foi o sono, hein? Qual seria o outro jogo? :P

  • vinicius maciel

    também acho importante os casuais existirem, afina de contas quantoo mais gente jogando melhor (como vc disse no texto) e também acredito que boa parte dos casuais de hoje se tornarão hardcores amanhã. Eu não gosto é de empresas se voltarem exclusivamente para os casuais ou o contrário. Acho que elas poderiam reservar (em seus consoles) espaço para os dois grupos de jogadores.

  • Daniel

    Eu acho que você quis dizer "nenhum jogo seria comparável com os RPGs ORIENTAIS em nível de hardcore" os ocidentais são de boa.
    E eu comecei jogando Doom e Wolfenstein 3D, então não posso me colocar na posição de um true gamer, embora esses jogos sejam fodas, mas o que importa é que um gamer casual nunca vai dedicar tanto tempo a um jogo de verdade (sim, jogo de verdade) quanto um gamer normal ou hardcore.
    Tem jogos casuais que são feitos pra gamers, como o próprio Mario Party, Hoard, Plants vs Zombies, que são jogáveis por pessoas normais também, tanto que minha sogra fechou Plants vs Zombies antes de mim, e adorou, agora está liberando os outros modos de jogo.
    A Zynga, produtora de Farmville e Cityville, suga dinheiro de pessoas normais dando brindes in-game totalmente inúteis, ou dando mais tempo de jogo, não sei como funciona isso porque nunca joguei, e sim, estou sendo preconceituoso.

    • http://www.nerdrops.com/ Vivacqua

      Não, eu quis dizer isso que eu escrevi mesmo, Grind não é hardcore, dificuldade técnica é diferente de nível do oponente!