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Publicado por em 19 de agosto de 2011 | 5 Comentários

Aos campeões, o prazer da vitória

Não vivemos só de trabalho duro, mas sim da satisfação de vencer o desafio.

Olá para você que vive com o videogame!

O papo de hoje é uma continuação do texto anterior e sugestão do leitor Leandro Freire. Segundo nosso morador pixelado, o Ginásio Gamer poderia tratar da satisfação que dá ao se passar por uma fase difícil ou por um chefe de arrancar os cabelos. Vamos fazer mais que isso! Que tal falarmos de terminar um jogo excepcionalmente desafiante?

Um caminho cheio de desafios

Ao se aventurar pelo mundo dos games é preciso estar preparado para fazer escolhas. Pense no game como um caminho, que começa ao iniciar o jogo, e essa relação só deve acabar depois que os créditos subirem e você ter certeza que terminou sua missão. Ninguém te obrigou a jogar um game, mas ao começar é um compromisso pessoal de terminar (leve essa idéia para sua vida).

Seja o game uma história envolvente, na qual você é o protagonista; ou um desafio cognitivo constante com puzzles e inimigos diferentes; tudo é pensado como um estímulo para que o gamer possa ter imersão completa naquele cenário e sentir-se estimulado a continuar jogando. Normalmente o estímulo vem de duas formas: a curiosidade para saber como termina a história ou vontade de vencer e sentir o prazer de ser o campeão.

O ontem contra o hoje

Independente da época, terminar um game desafiante sempre proporciona prazer ao jogador, por saber que pode vencer aquele desafio que antes parecia impossível. Tanto na era de 8bits, quanto na geração atual, os games foram e são desafiantes para o jogador, sendo que a diferença pode estar na capacidade de disseminação dessa informação.

Antigamente você deveria encontrar outros gamers para dizer que terminou o game. Hoje, ao ganhar o achievement ou troféu pela conquista, logo aparece no Facebook ou Twitter, reunindo os amigos que também terminaram ou os súditos que ainda tentam tal proeza (a hierarquia precisa ser respeitada).

Terminar o game, especialmente os mais difíceis, é poder subir um degrau no mundo gamer, pois é através dessas conquistas que sua habilidade vai se lapidando, e sua capacidade aumenta de forma a poder encarar games cada vez mais duros.

Cada campeão aproveita a sua maneira

Imagino que apenas o gamer é capaz de descrever o que sente ao terminar um jogo difícil. Apenas ele sabe quantas horas gastou, quantos calos nos dedos ganhou, quanta raiva passou e quanto café bebeu para terminar o game em questão.

Minha maneira de aproveitar o término de um game e prestigiar todas as cenas finais e créditos das pessoas envolvidas na produção. Tenho uma forma quase fúnebre de curtir esses minutos finais da história. Lembro de tudo o que passei naqueles momentos de imersão, das coisas que pareciam impossíveis, mas mesmo assim, venci. Fico saudosista, me despedindo do jogo que me entreteu por 12, 20, 40 ou 70 horas. Foram momentos de construção, envolvimento e conquistas, que chega ao fim em algum momento, mas nem por isso deixa de ser especial.

Qual o jogo?

Optei por não citar nenhum título durante o texto, mas tenho muitos exemplos em mente. Acontece que acredito na capacidade que os desafios tem de despertar o melhor de cada gamer: seja a estratégia, a técnica ou a destreza nos botões. Cada experiência será única e só poderá ser descrita pelo próprio jogador. Para isso, faça de nossa área de comentários seu momento para partilhar um game e a sensação de vitória que teve ao terminar. Farei como você e postarei algumas experiências.

@brunnoelias encara cada game como um momento de aprendizado (e fala muito palavrão durante esse processo).

  • VMetal

    Eu acho, na maioria dos casos, terminar o game dá uma certa melancolia… seilá… mesmo que o jogo tenha um mínimo de fator replay, em muitos casos aquela primeira vez que você vê os créditos marca o fim do 'mundinho'. E agora que você chegou no final de Baldur´s Gate 2? O que vem depois? Você pode até imaginar, mas o jogo acabou ali… não tem mais o jogo para mostrar o caminho.

    Deve ser por isso que algumas pessoas escrevem fanfics… uma tentativa de manter o mundinho inteiro.

    • http://www.brunnoelias.com.br Brunno Elias

      É uma forma de encarar o término, mas eu prefiro não voltar ao jogo e deixar aquela experiência na memória.

      • VMetal

        o difícil é não voltar em jogos tipo Diablo e Borderlands…. armas armas e mais armas, sem mundinho, mas o vício tá alí

    • TheMax

      VMetal, taí uma coisa que não existia muito na geração pré-32bits.
      Antes terminava-se dezenas de vezes o mesmo jogo, ou até mesmo nem terminavamos, só jogavamos mais e mais… O fim não importava.

      Talvez, depois de velhos ficamos procurando um objetivo para as coisas e depois de atingido passamos para o próximo. Quando crianças apenas nos preocupávamos em se divertir.

      Hoje, termino (fazendo todas as sidequests) um jogo e fico pensando "Será que vale a pena jogar novamente?"

      A variedade de games novos também nos faz pensar no "próximo a terminar" e esquecer do recém finalizado.

      Tô finalizando o último nivel de dificuldade em Bayonetta e já são 30h de jogo… não creio que eu vá fazer tudo novamente um dia… Mas realmente dá um ar melancólico ao chegar ao final.

      • VMetal

        O passado tem muitos fatores, não só tinhamos mais tempo disponível, como menos jogos também. Mas é um ponto interessante, nos jogos de hoje, se nos tiram o objetivo, ou completamos ele, realmente algo acontece para que pensemos duas vezes antes de repetir um jogo.

        Mas eu deixo um emulador com Cadillacs & Dinossaurs no meu psp…. por via das dúvidas hehehehe