Olá caros cidadãos, diretamente da redação da Gazeta Gamer aqui é o Felipe Nunes e está é a Coluna Social Gamer, trazendo informações sobre a vida daqueles que fizeram história nos videogames. Afinal, quem não se rende, mesmo que só um pouco, à futilidade para saber mais sobre a vida daqueles que admira? Ainda mais acompanhadas das fantásticas caricaturas do Rafael Leonardo!
Na coluna dessa semana falaremos sobre aquele que ganhou fama na Lucas Arts com adventures como Monkey Island, Full Throttle e Grim Fandango; Tim Schafer. Ele nasceu em Sonoma, no estado americano da Califórnia, em 1967.
Enquanto estudava ciências da computação na UC Berkeley, Schafer tentou um emprego na LucasArts (na época ainda chamada de Lucasfilm Games). Sua entrevista por telefone foi um desastre e em determinado momento mencionou que era um grande fã do jogo Ballblaster, porém o entrevistador prontamente lhe informou que este era uma versão pirateada do jogo Ballblazer. Contudo, ainda foi permitido a ele mandar uma carta, então ele fez uma história em quadrinhos dele tentando o emprego e conseguindo, desenhada como uma aventura, graças a isso acabou sendo realmente contratado.
Após uma participação muito pequena no desenvolvimento do jogo Indiana Jones and The Last Crusade e na versão de NES de Maniac Mansion, Schafer foi escolhido como roterista e programador de um certo adventure com temática pirata que a LucasArts iria desenvolver, um tal de The Secret of Monkey Island (de 1990). O jogo foi pensado inicialmente como tendo um tom muito mais sério, porém Schafer e seu parceiro Dave Grossman (que escreveram cerca de dois terços dos diálogos de Monkey Island) convenceram o produtor do game a transforma-lo em uma comédia. O jogo foi um sucesso de público e critica, sendo um dos mais aclamados do gênero. Uma sequência foi lançada logo em 1991, com a mesma equipe do anterior, Monkey Island 2: LeChuck’s Revenge. Este foi ainda mais elogiado do que o seu antecessor. Ainda foram lançados os jogos The Curse of Monkey Island (1997), Escape from Monkey Island (2000) e Tales of Monkey Island (2009), porém estes sem a participação do Schafer e do resto da equipe original.
Seu primeiro trabalho comandando a produção (novamente em parceria com Dave Grossman) foi Maniac Mansion: Day of the Tentacle (de 1993), uma comédia sobre viagem no tempo. O jogo foi extremamente elogiado, tendo feito mais sucesso de público e crítica que o seu antecessor, inclusive um crítico da Computer Gaming World escreveu que “chamar Day of the Tentacle de uma sequência de Maniac Mansion é um pouco como chamar o ônibus espacial de uma evolução do estilingue”. No entanto, Schafer teve realmente total controle de um projeto com Full Throttle (lançado em 1995), o jogo tinha uma história suprendentemente séria tendo em vista os jogos anteriores do Schafer e trazia um futuro distópico onde o jogador era Ben, o líder de uma gangue de motoqueiros. Sendo ovacionado pela crítica e tendo vendido muito bem (isso já está se tornando repetitivo), até hoje o jogo é considerado ‘cult’. Em 1998 Schafer fez o elogiadíssimo Grim Fandango, o jogo diferiu dos títulos anteriores da LucasArts principalmente por trazer uma jogabilidade em 3D. O game coloca o player no comando de Manuel ‘Manny’ Calavera, uma morte que têm levar os defuntos até a terra dos mortos. O jogo possui quatro atos, cada um durante um dia 2 de novembro (o Dia de los Muertos) de 4 anos consecutivos. Contudo, apesar de ter sido altamente elogiado pela crítica, o jogo não fez muito sucesso entre o público, tendo vendido pouco.
Schafer saiu da LucasArts em 2000, após 10 anos de trabalho, para fundar a Double Fine Productions. O primeiro título da empresa foi Psychonauts, lançado apenas em 2005. Nele o jogador controla um garoto com poderes psíquicos chamado Raz e a gameplay principal se passa dentro da mente das inusitadas personagens que ele encontra. Assim como Grim Fandango, o jogo foi um sucesso de crítica (tendo recebido vários prêmios) e um fracasso em termos de público. O projeto seguinte do Schafer foi Brutal Legend (de 2008), trazendo muitos elementos do mundo do heavy metal na história e no design; e com uma gameplay que alternava momentos de ação com outros de estratégia em tempo real (mas que não fazia muito bem nenhum dos dois), o jogo foi um razoável sucesso de público e crítica, nada comparado a outros jogos do Schafer, tendo agradado muito aos metaleiros pela enorme quantidade de referências a estilos, bandas, discos e personalidasdes do metal, inclusive tendo a participação de personas como Ozzy Osbourne, Lemmy Kilmister e Rob Halford. A Double Fine passou um tempo se dedicando a jogos menores, lançados para Plastation Network e Xbox Live Arcade, como Stacking, Iron Brigade e o divertidíssimo Costume Quest.
Atualmente Schafer está trabalhando em Sesame Street: Once Upon a Monster, uma adaptação para o Kinect do famoso e clássico programa de TV Vila Sésamo do Jim Henson (o mesmo criador dos Mupets). Os jogadores poderão controlar o Elmo, o Cookie Monster ou ainda o Marco, um personagem novo criado especialmente para o game, enquanto eles cantam e dançam. O jogo é apresentando como um livro dividido em capítulos e cada capítulo apresenta um monstro com um problema problema a ser resolvido pelo Elmo e pelo Cookie Monster, com exceção de um deles, que envolve o novo personagem Marco. Para se terminar cada capítulo é necessário vencer uma série de minigames que usam o sensor de movimentos do Kinect. O jogo está programado para sair no dia 11 de Outubro.
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Diogo Lopes Bastos
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