Coluna Social Gamer – Keiji Inafune
Olá caros cidadãos, diretamente da redação da Gazeta Gamer aqui é o Felipe Nunes e está é a Coluna Social Gamer, trazendo informações sobre a vida daqueles que fizeram história nos videogames. Afinal, quem não gosta de saber mais informações (úteis ou não) sobre a vida daqueles que admira? Ainda mais acompanhadas das fantásticas caricaturas do Rafael Leonardo!

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Nessa semana falaremos sobre uma figura extremamente querida por todos que vivenciaram as geração 8-16 bits, o responsável pelo jogo que o nosso digníssimo prefeito Vivacqua mais cita nos podcasts, Keiji Inafume, o criador de Rockman/Mega Man (depende se você jogou uma versão americana ou japonesa). Ele nasceu em Kishwada, na província de Osaka, no Japão, em 1965. Aos 22 anos, logo após se formar, quando estava procurando um emprego como ilustrador, ele se juntou a Capcom e seu primeiro trabalho foi como designer gráfico no primeiro Street Fighter.
Na época, a Capcom estava focada em se expandir no mercado de consoles de mesa, principalmente o nintendo, já que a maioria dos títulos na época eram ports de jogos de arcades, então Inafune entrou na equipe que viria a criar o personagem Rockman (ou Mega Man). As formas e a cor predominantemente azul do personagem foram devidos principalmente as limitações do console e do pouco número de pessoas na equipe, as influências principais foram a animação japonesa e outros personagens de jogos que estavam sendo criados na época. O nome veio do gênero musical mesmo, inclusive também existem o Bass e a Roll, mas também pode se relacionar com o sistema de pedra, papel e tesoura (rock-paper-scissors, em inglês) dele.

Design pixelado do Mega Man
Apesar de ser considerado por todos o pai do Mega Man, Inafune já afirmou em entrevistas que na verdade o conceito básico sobre como o design do personagem deveria ser já existia, ele afirma que fez apenas “metade do trabalho” e que o protagonista que ele pôde realmente criar o design desde o começo foi o Zero (talvez por isso o nome, porque foi o personagem que ele fez do zero).
O primeiro Mega Man vendeu razoavelmente bem, não foi nenhum sucesso, tanto que o projeto seguinte da equipe foi “Professional Baseball Murder Mystery”, um título exclusivo para o Japão. Após terminarem um port do jogo de Arcade Legendary Wings, foi permitido a eles pelos executivos da Capcom trabalharem no desenvolvimento de uma sequência para Mega Man. Assim nasceu Mega Man2, em 1988, o jogo foi um enorme sucesso, começou a definir a força da franquia e é considerado por muitos fãs, pelo nosso querido prefeito Vivacqua e pelo próprio Inafune, o melhor da série.
Com as vendas de Mega Man 2, foram lançadas inúmeras sequências, nas quais ele teve envolvimento mais direto nos jogos do 3 ao 7 (sendo o 3 o que ele menos gosta), ainda participou como produtor do 8 ao 10, no Battle and Chase. Apesar da força da série, ela acabou sendo superada pelo spin-off Mega Man Zero, lançado para Super Nintendo, que foi um sucesso ainda maior. Inicialmente o personagem principal da série X deveria ser o Zero, mas Inafune foi convencido a mudar de ideia pelos executivo da Capcom, o que é curioso já que o Zero acabou se tornando uma personagem extremamente popular e chegou a ganhar uma série própria. Ele trabalhou mais diretamente até o quarto jogo da série X, e tinha a intenção de encerrar a série no X5, porém enquanto ele se envolveu no jogo Mega Man Zero, foi desenvolvido sem o seu conhecimento o Mega ManX6. Da franquia Mega Man também fez os Jogos Mega Man Legends 1 e 2, ambos do Playstation, um terceiro título seria lançado para o 3DS, mas foi cancelado e Mega Man Battle Network, que é uma franquia a parte e possui um universo completamente a diferente dos outros jogos.

Zero
Conforme a franquia Mega Man ganhou força, Inafune foi crescendo na Capcom, chegando até o cargo de Líder de Pesquisa e Desenvolvimento e Líder Global de Produção, tendo trabalhado como produtor em uma infinidade de jogos, como por exemplo a série Ominusha, Legend of Zelda: Minish Cap, Dead Rising e Lost Planet, até que em 2010, alguns meses depois ter dois de seus projetos cancelados e após algumas declarações polêmicas sobre a indústria japonesa de games (
que inclusive inspirou um podcast), Inafune anunciou que estaria deixando a Capcom, após 23 anos na empresa, com o objetivo de começar sua vida novamente.