Eu joguei, eu lembro: Mortal Kombat

Devo falar que adoro os jogos de luta, era uma sensação ótima enfrentar um amigo ou a CPU e conseguir derrotá-los, mesmo não sabendo executar a maioria dos golpes especiais. Tive a chance de jogar Street Fighter, Fatal Fury, Art of Fighting e o Mortal Kombat II (jogo em que o mandamento principal era: darei rasteira, voadora e gancho quando estiver no aperto) e um tempo depois adicionei o primeiro Mortal Kombat à essa lista.

Quando comecei a jogá-lo, estranhei o fato de existirem apenas 7 personagens disponíveis e alguns que nem estavam presentes no segundo jogo, como Sonya Blade e Kano, além das mudanças no visual de Johnny Cage, Liu Kang e Raiden. Pensei que seria a mesma coisa do Mortal Kombat II e que teria uma dificuldade gigante. Graças a Deus não foi assim.
Era muito mais fácil jogar com os personagens, não havia a necessidade de apelar e realizar alguns golpes especiais. Aprendi a utilizar, principalmente, dois personagens: Johnny Cage e Sub-Zero (que, aliás, estão ótimos no novo Mortal Kombat). E eu sentia um grande alívio ao ver que a torre não era gigante, tornando impossível alcançar o chefe final (em MK II, o fato de a torre começar com o Shao Khan e descer lentamente até sua base me causava um desespero).
Na primeira parte, era necessário enfrentar 6 adversários e uma cópia do seu próprio personagem. Essa parte era tranquila, havia até alguns mini-games para quebrar madeiras e blocos de concreto, apertando os botões rapidamente. O jogo ficava mais complicado com a chegada da segunda parte, na qual éramos obrigados a enfrentar 3 duplas. A maior dificuldade era equilibrar o seu “sangue” e a sua sorte; às vezes você conseguia economizar o “sangue” no primeiro adversário (que continuava caído no chão), mas isso pouco adiantava quando o segundo lutador era complicado de se vencer.
Demorei para passar dessa parte, e fiquei muito feliz quando consegui. Contudo, nem tive tempo de comemorar porque DO NADA apareceu o Goro, que começou a me dar uma surra violenta. Não houve nem condições de reagir, tamanha era a surpresa, e acabei perdendo. Imagino que a Midway tenha feito isso de sacanagem, fazendo uma realização virar pesadelo em questão de segundos.
Goro era complicado, os golpes dele tiravam muito “sangue” e quando ele te agarrava, você podia até jogar o controle no chão porque a luta acabava ali; o único jeito de reverter a situação era pulando e dando voadora. Já o Shang Tsung, chefão final, era muito fácil, ele ficava apenas se transformando nos outros personagens e soltava caveiras de fogo.
Vendo o novo jogo, percebo que eles pegaram as melhores coisas dos antigos, como essa luta em dupla. Fico feliz por ter tido a oportunidade de jogar esse clássico, que me marcou e me deu ânimo, na época, de não desistir do MK II.




