Será que precisamos de mais um Final Fantasy?
Essa semana fomos surpreendidos pelo anúncio de Final Fantasy XIV: A Realm Reborn, uma nova e melhorada versão do famoso título da franquia Final Fantasy em formato MMO. O diretor do game, Naoki Yoshida, informou em nota oficial que a equipe responsável pelo desenvolvimento de A Realm Reborn “trabalhou insistentemente desde outubro para incluir todos os elementos prometidos no game. O novo título marca um MMO completamente novo”. A grande questão é: Final Fantasy ainda consegue sustentar novos títulos ou podemos voltar às raízes?
Não sabem o que é um MMO? Sem crise, já explico. Massive Multiplayer Online é um estilo de game que suporta um grande número de jogadores simultaneamente em um mesmo ambiente que, por muitas vezes, estão lá para competir e colaborar para vencerem e avançarem em um game. Esse estilo chegou ao 14° título da franquia que repete o erro de Final Fantasy XI, que saiu para PS2 e tinha foco na jogabilidade online. Esse erro poderia ser muito maior, caso não fosse remediado até 2013, quando o novo título chegaria ao PS3.
Da mesma forma como estamos em uma época de continuações e enfraquecimento no conteúdo criado sobre uma franquia que acaba ganhando sinais de cansaço, o novo título da Square Enix não foge à regra. Carrega os problemas das duras críticas de Final Fantasy XIII para implementar um novo modo de jogabilidade que foge completamente na tentativa de inovar, esbarrando no desgaste de um estilo que já não é mais o grande atrativo do mercado. Sem contar os problemas surgidos desde a década anterior, Final Fantasy apresentou uma interface pobre e ruim para o gamer, complicando a aceitação geral e dando margem para a crítica matar o jogo, antes mesmo dele propagar entre o nicho específico de MMO.
Muitos entusiastas e nostálgicos clamam pelo remake de Final Fantasy VII, agora por quê não vemos uma expansão do universo já criado em jogos anteriores? Temos um estilo de jogabilidade formado e consolidado nos 5 primeiros títulos da série. Que tal, Square Enix, se você parasse de ir para frente e olhasse para trás? Da mesma forma que tivemos alguns acertos com spin-offs do sétimo game, qual a dificuldade de voltar a trabalhar as histórias criadas anteriormente, expandindo e retomando o que já foi sucesso anteriormente?
Temos consoles que possibilitarão formatos de jogabilidade até então não pensados. Dragon Quest está aí para provar a facilidade de se continuar um sucesso sem tentar inventar a roda, ou pior, inovar sem respeitar o seu passado e os fãs. Não estou discutindo mitologias, personagens e visual dos jogos lançados, mas não custa respeitar quem compra os jogos e fazer algo inteligente e não apenas belo. Todos esses motivos nos fazem pensar se a franquia ainda tem fôlego ou se chegamos num momento em que a perda das mentes brilhantes, por trás do desenvolvimento de cada um dos títulos, começa a comprometer os futuros lançamentos.
Não duvido que num futuro breve teremos reuniões, como a já anunciada por Yoshitaka Amano e Nobuo Uematsu, em busca de novas criações e excelentes lançamentos para o mercado. Suprindo a falta que Final Fantasy tem causado aos fãs. Chega de remake para portáteis sem motivo aparente, versões de colecionador e títulos com função para se apertar um único botão!






