Ainda vale apena acompanhar Kingdom Hearts?

Sabe quando uma franquia começa num console, depois pula para outros que você não necessariamente tem e acaba correndo atrás por curtir o enredo prometido desde o primeiro título? Foi exatamente o que aconteceu comigo em Kingdom Hearts. Ao nos aproximarmos do lançamento de um novo game da série precisamos nos perguntar: Ainda vale a pena jogar Kingdom Hearts? (Cuidado! Se você não jogou nenhum game da série, esse post contém spoilers que podem estragar algumas surpresas).

Simplificando um pouco a história, o protagonista Sora parte em busca dos seus amigos Kairi e Riku em companhia de Goofy e Donald, que também buscam pelo Rei Mickey. Com uma Keyblade em mãos eles partem em busca dos Keyholes para tentar conter a escuridão e a vontade do vilão Ansem em conquistar o Kingdom Hearts, além da ameaça dos Heartless.

Com o final do primeiro título e a separação de Sora e Kairi, além de Riku ter sido corrompido pela escuridão, era óbvio que teríamos Kingdom Hearts II, porém a complexidade da continuação necessitava de uma explicação, algo como um título 1.5, entre o primeiro e o segundo. Chain of Memories e mais tarde Kingdom Hearts Re: Chain of Memories aparece para, ao contrário do que muitos pensam, contar muito mais sobre Ansem, DiZ e a Organização XIII, porém o foco desse título está em Riku e sua luta contra a escuridão que existe em si. Para não deixar de mostrar a Sora, somos levados à uma aventura em que memórias falsas surgem e Naminé e a causadora dos problemas que nos levarão para o Kingdom Hearts II.

Não evoluirei na história, afinal temos o surgimento dos Nobodies para dar trabalho a Sora, Goofy e Donald. Além disso temos o surgimento de Naminé, Roxas, Xemnas, Xehanort e descobrimos o real motivo da Organização XIII. Tudo isso enquanto corremos atrás para achar e resgatar Riku. O final de KHII deixa em aberto uma possível continuação e está aí o primeiro erro da Square Enix.

358/2 Days (Nintendo DS) é centrado em Roxas e ainda acho desnecessário por ter uma história focada no Nobody de Sora. Erraram ao dar muita importância a isso, sendo que Naminé não possui o mesmo peso na história e ambos possuem a mesma relevância na história principal. O mesmo acontece com Birth by Sleep (PSP), que conta a história antes do primeiro game apresentando os personagens Terra, Ventus e Aqua em busca do vilão Xehanort. Esse game só existiu, pois, eu ainda acho que a Square Enix não teve coragem de fazer com que Riku, Sora e Kairi fossem os três personagens que apareciam no final secreto dos dois títulos principais (que você pode assistir abaixo).

Tetsuo Nomura em entrevista recente começou a explicar sobre o que podemos ver em Kingdom Hearts III. Isso tudo porque a trama de Dream Drop Distance (Nintendo 3DS) está relacionada com todos os outros títulos da franquia e apresentam uma nova ameaça, os Dream Eaters. Sora e Riku precisam acordar do sono profundo e retornar à Torre de Yen Sid para impedirem a ameaça de Xehanort. Isso seriam os motivos e causas para o enredo secreto do terceiro título da franquia e, então, o fim do principal vilão da série.

Se ainda vale a pena jogar a série? Em momento algum podemos criticar as tramas, qualidade do visual e a proposta de misturar elementos da série com Final Fantasy e Disney, além das animações e trilha sonora excelentes. Acredito que para quem jogou somente os jogos principais, no máximo se preocupar com Chain of Memories e aguardar por Kingdom Hearts III. Se você já tiver no mesmo nível que eu, de ter jogado todos, não pode deixar Dream Drop Distance de lado. Se vai começar a jogar a série: cuidado! Essa é uma das franquias mais complexas quanto a enredo e personagens que eu conheço. Vamos torcer para Nomura e Square Enix fecharem e amarrarem todos os pontos soltos até agora.

Post Author: Rafael Nery

1) Geminiano e Nerd 2) Adoro usar xadrez 3) Amante de quadrinhos, games, filmes e desenhos 4) Estudioso da cultura japonesa 5) Viciado em literatura fantástica