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Brasileiros também merecem eventos de Games

Ainda aproveitando a minha ida para a E3, acho válido tentar acabar com a fantasia de que o brasileiro começou a ser tratado com respeito em relação aos games. Hoje temos ao menos três grandes eventos que acontecem no Brasil e que trazem informações e conteúdo relacionado aos jogos e empresas ligadas ao ramo. O que precisamos entender é o motivo desses eventos serem tão inferiores ao do exterior e a resposta não é tão simples.

E3 - Los Angeles Convention Center
E3 – Los Angeles Convention Center

O grande problema não é a falta de eventos, pois, o circuito São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte começa a se firmar como referência para eventos, não só de games, na América Latina. Grandes empresas se interessam pelo público e também pela força de consumo que temos, mesmo com as maiores dificuldades e valores do mercado. Temos grandes e pequenos eventos, mas o maior problema, na minha opinião, está na mentalidade de que só nos divertimos gastando.

Estamos sempre atrelados ao gasto relacionando-o ao entretenimento, pois, aqui no Brasil existe essa péssima mania. No exterior encontramos um choque de cultura, pois, também se gasta em eventos e não é pouco, mas em sua maioria as empresas pensam no entretenimento primeiro para gerar consumo após a experiência. Grande exemplo é a própria E3.

E3 - Playstation
E3 – Playstation

Em momento algum eu tive a chance de comprar os jogos lá dentro, porém a estrutura do evento me fazia querer comprar TODOS os lançamentos. Lembro de vezes que saí do evento para entra em uma loja procurando pelo jogo que tinha acabado de ver. Se vocês puxarem em suas memórias, no Brasil os eventos são anunciados com as “incríveis e imperdíveis” oportunidades de desconto e preço baixo dos produtos.

Não somente os eventos de games, mas os eventos de entretenimento em geral acabam criando esse tipo de comunicação e cultura nos brasileiros. Colocando todos com vontade de consumir dentro do evento e não depois, após uma boa experiência obtida. Ou seja, precisamos aprender que não necessariamente precisamos gastar para nos divertir, mas sim gastamos por causa da experiência do entretenimento.

E3 - Nintendo
E3 – Nintendo

Também precisamos aprender que evento para grande público não é o mesmo de um gameplay reservado para jornalistas e empresas. Lojistas precisam ser levados em conta, afinal é com os vendedores que temos contato na hora de comprar um jogo. Coletiva de imprensa não precisa ser considerado um evento grandioso, afinal, Natal e Ano Novo acontecem uma vez por ano e quanto mais desse tipo de eventos tivermos, melhor a comunicação entre Games e Gamers. Não preciso falar mais, o recado está dado, né? Não precisamos nos empolgar com um cosplayer anunciando um título puramente por entreter, mas sim o reconhecimento por comprar e gostarmos daquele jogo.

Termino lembrando que a culpa não está somente nas empresas, elas são apenas o início do ciclo vicioso. A maior culpa está em nós, que acredita nessas oportunidades, muitas vezes falsas, sendo que podem existir muitas outras possibilidades além do evento. Feira, Con, Expo e Show servem para vocês visitarem, ter contato com novidades e pensarem sobre no consumo daquilo que realmente é válido.

E3 - Microsoft Xbox
E3 – Microsoft Xbox

Não podemos esquecer… Mais entretenimento gera mais consumo.

Post Author: Rafael Nery

1) Geminiano e Nerd 2) Adoro usar xadrez 3) Amante de quadrinhos, games, filmes e desenhos 4) Estudioso da cultura japonesa 5) Viciado em literatura fantástica