Breath of Fire 2 - Super Nintendo

Eu joguei, eu lembro: Breath of Fire 2

Breath of Fire 2 - Super Nintendo

Nunca tive a oportunidade de comprar um Super Nintendo, só jogava quando ia à casa de alguns amigos que tinham e na maioria das vezes era jogo de futebol (Super Star Soccer Deluxe mandava) quando surgiram os emuladores, procurei baixar um do console e achei o ZNES (é o melhor emulador do Super Nintendo que já utilizei) e comecei a baixar vários jogos.

RPG da Capcom para Super Nintendo
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Criei uma lista gigante (sendo que na época minha internet era discada e só baixava no final de semana), então procurei me focar nos que eram RPG, foi quando vi um jogo que me chamou a atenção, Breath of Fire 2. Foi aí que começou o meu carinho por essa série maravilhosa (que como era produzido pela CAPCOM, consegui estragar com o Breath of Fire – Dragon Quarter do PS2. Ainda estou esperando uma continuação decente).

Esse jogo é interessante por vários aspectos. Primeiro alguns personagens têm do seu lado um cristal que representa a alma da pessoa, ele vai mudando de cor de acordo com a conversa e as respostas que você dava, um barulho indicava se ela estava se tornando mais amigável ou maligna (isso ajudava na identificação dos chefes humanos).

A história também é muito cativante, começa com os dois personagens (Ryu e Bow) agindo como Rangers realizando alguns serviços. Mas a história vai tomando outros rumos como: a busca de um criminoso, batalhas e trapaças no Coliseu, resgate de uma princesa, ajudar um príncipe a retornar ao trono. Até tomar um rumo muito maior, envolvendo os personagens numa guerra entre uma igreja St. Eva adoradora de um demônio e um clã dos Dragões há muito tempo esquecido.

Os personagens são sensacionais e todos com seus dilemas que melhoram a história: Ryu: O personagem principal que perdeu a Mãe há muitos anos e não entende o desaparecimento de seu pai e irmã mais nova. Bow: Melhor amigo de Ryu no orfanato, fugiram juntos de Gate e se tornaram Rangers em HomeTown, é acusado injustamente de um roubo e sempre está disposto a ajudá-lo. Nina: Descendente da Nina do Breath of Fire, estuda em uma escola de magia em HomeTown com sua irmã, pois foi Banida de Windia por ter asas negras. Rand: Um Tatu que vive no Coliseu e tem uma mãe muito mandona que ele ama. Katt: Uma garota gata extremamente durona que é um pouco arrogante, mas tem um coração de ouro e uma quedinha por Ryu. Sten: Um antigo soldado macaco que é muito brincalhão. Jean: Um príncipe Sapo bastante descontraído com a vida e que não se estressa com facilidade. Spar: Uma mulher planta que é usada como atração de circo e consegue se comunicar com outras plantas. Além de conseguir a Bleu (presente no primeiro jogo) que está como personagem secreta.

Um fator que foi melhorado em comparação com o Breath of Fire foram as fusões, onde existem algumas feiticeiras que te permitem fusionar com os personagens (menos Ryu), causando pequenas mudanças no poder (aumentando ataque, defesa e o AP) até na aparência (os personagens que sofrem as mudanças mais drásticas são Sten, Katt e Spar). Isso te fazia procurar por todas elas.

Trilha sonora linda, as musicas são utilizadas de forma perfeita com as imagens do jogo, algo que consegue te emocionar. Falando em emoção, tem momentos que te deixam desesperados junto com o personagem (a transformação de Mina em pássaro, a morte da mãe de Rand, Tigra se arrastando pelo chão até sua amada e a morte dos seus amigos). Além do reencontro do seu pai, que dependendo da sua decisão, vai ter uma grande influência no final do jogo.

Podem ter algumas pessoas que vão me xingar agora, mas eu coloco esse jogo no mesmo patamar de Chrono Trigger, pois ele é um jogo que atingiu milhões de pessoas e será inesquecível para muitas pessoas, uma peça rara que dificilmente conseguirão fazer igual.

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Post Author: Cidade Gamer

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