Enslaved: Odyssey to the West

Game oferece carga dramática e história envolvente sobre proteção e afeto, mas peca na jogabilidade.

Enslaved começa de forma empolgante, colocando o gamer em fuga de uma nave de escravos prestes a cair. Sem armas e sem ajuda, o protagonista precisa alcançar uma jovem que também tenta escapar da nave, mas que dificulta de todas as formas possíveis o seu avanço. Depois do pouso, o gamer conhece uma das protagonistas mais odiáveis dos games: Trip.

O game tem como cenário a América pós-apocalíptica, a qual vem sendo comandada pelos mechs, robôs que caçam os protagonistas. Você é Monkey, personagem que acaba de ser escravizado por Trip e é obrigado a ajudá-la a chegar em casa. A história lembrará os mais nostálgicos de Dragon Ball, pois temos um homem-macaco, armado com um bastão retrátil e que usa uma nuvem (cloud) para se transportar. No seu caminho, muitos obstáculos, inimigos e problemas de jogabilidade.

A produção

O game foi distribuído pela Nanco Bandai Games e produzido pela Ninja Theory com lançamento em 2010 para Xbox e PS3, sendo que Andy Serks (o Gollum de O Senhor dos Anéis) interpreta Monkey. A história é guiada pela obrigação de proteger Trip, que precisa reencontrar sua família. Caso a personagem morra ou você se afaste muito dela, se prepare para uma morte dolorosa.

O game possui bons diálogos, com piadas ácidas e o desenvolvimento da relação entre Monkey e Trip. O gamer vai odiar a moça, mas com o andamento da história pode mudar de idéia, pois o game possui algumas viradas no enredo. Sem muita explicação inicial, todos os personagens no jogo se limitam aos protagonistas, os mechs e os slaves, que aparecem pouco. No surgimento de Pigsy, antigo amigo do pai de Trip, a história fica mais divertida e desafiante. O problema é justamente o que desafia o gamer: inimigos ou controle?

A jogabilidade

O game consiste em uma sucessão de cenários com desafios que vão desde inimigos isolados, hordas, combinações de diferentes mechs, puzzles e acrobacias. OK, tudo muito divertido e estimulante, até que você descobre que o controle tem baixo nível de resposta e a câmera te odeia!

Bloqueios podem não funcionar por falha de resposta; combos podem não responder sem motivo aparente; a câmera tem a mania de não mostrar os inimigos em luta corpo-a-corpo. A jogabilidade do game lembra Ninja Gaiden Sigma e Dark Void: controles sem resposta adequada e câmera ruim. Por se tratar de um game, o qual a inteiração é pelo joystick, problemas de resposta são inconcebíveis, o que nos leva a consideração final.

Conclusão

Enslaved: Odyssey to the West é uma boa idéia mal executada.

A história é envolvente, alguns combates com chefes são épicos, a relação com Pigsy é engraçada e os sentimentos que Monkey e Trip desenvolvem um pelo outro até a conclusão do game gerariam um bom filme de drama romântico. Mas, afinal, é um jogo, e deveria ter um nível de controle de comandos e câmera adequados.

Particularmente, odeio odiar games, principalmente aqueles que apresentam uma história tão envolvente. Vale a compra apenas de estiver muito barato, ou empréstimo com algum amigo.

 

@brunnoelias só terminou esse jogo porque trabalha na @cidadegamer.

Post Author: Cidade Gamer

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