Max Payne

Eu joguei, eu lembro: Max Payne

Max Payne

Eu já tinha lido sobre o jogo através de algumas revistas de jogos, todo mundo falava que o jogo pegava referências de filmes do Jackie Chan e Matrix, com muita ação, tiroteio e bullet time (que estava na moda na época). Acabei não me interessando pelo jogo por pensar que seria muito chato, mas quando o amigo da Faculdade do meu irmão copiou o jogo para ele, resolvi dar uma chance para Max Payne.

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Tenho que admitir uma coisa, fiquei totalmente viciado nesse jogo, apesar de em alguns momentos ficar com muito medo, o inicio já mostrava que o clima não seria nada leve com a morte da esposa e filha do Max (primeiro o grito desesperado da Michelle e do bebê, depois olhar a filha caída no chão com o lenço e sangue e tocando a musiquinha de ninar dava muita agonia).

A história começava como uma simples investigação policial, procurando os responsáveis indiretos pela morte de sua família, mas a situação ia piorando cada vez mais, envolvendo traições, a máfia, ex-agentes do governo e grupos secretos. Nesse tempo Max Payne fazia alianças para conseguir alcançar os seus objetivos (como nosso camarada russo Vladmir e Alfred Wooden), mas indo cada vez mais para o fundo do poço de onde não poderia sair.

É interessante pensar que no jogo tinha que tomar analgésicos para se curar, estranho que em certos momentos você parecia um viciado de tanto apertar o botão para se curar, mas esse não era o ponto principal. Assim como nós, Max tinha também seus demônios, eles apareciam das piores maneiras.

Esses momentos eram totalmente insanos, onde ele perdia a noção da realidade e lembranças voltavam de forma distorcida, até o ponto de ele atirar em si mesmo para protegê-las. Mostrando o quanto Max ficou perturbado com a morte da família, seu sarcasmo era uma maneira de esconder sua dor e se manter são.

Fica claro que Max não é a única pessoa insana desse jogo, os vilões conseguem se mostrar mais loucos (Lupino tentando conseguir o acordo com o Demônio e Nicole Horn, uma mulher disposta a tudo para alcançar seu objetivo e mostrar que está certa), não entendo como o pessoal teve coragem de tira-la do filme (se bem que foi até melhor, já que não manchou a imagem dela de megera dominadora).
As armas de fogo eram bem variadas, desde clássica bereta até lançador de granadas, todas tendo suas utilidades (a melhores eram a M16, metralhadora dupla e escopeta) o bullet time foi a cereja do bolo para torná-lo mais atraente.

A dublagem do jogo foi realizada em São Paulo, ocorreu um bom trabalho por parte de todos, principalmente dos dubladores Mauro Castro (Yoruichi – versão gato de Bleach e Capitão Black de As Aventuras de Jackie Chan) e Elcio Sodré (Shiryu dos Cavaleiros do Zodíaco e Rienji Abarai de Bleach) como Max Payne e Vinnie Gognitti.

Soltando perolas inesquecíveis como: “Não sei quanto aos anjos, mas é o medo que dá asas aos homens”; “Estava mais frio que o Coração do Diabo”; “Eu provei a carne dos anjos condenados” e a fala com citação ao mestre “ O que pensa que está fazendo? Você é um tira maluco, não nos impressiona. Não pode vir aqui exibindo sua arma como se fosse o Charles Bronson”. Uma dublagem bem estilo Sessão da Tarde.

Não joguei Max Payne 2, mas estou ansioso pelo terceiro jogo, só espero que ele não se torne o novo Duke Nukem, demora para sair e quando vem ta uma porcaria. Mas tenho esperança que Max ainda consegue fazer estrago mesmo velho.

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Post Author: Cidade Gamer

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