Controle de 6 Botões Sega Genesis

Eu joguei, eu lembro: Street Fighter II Champion Edition

Controle de 6 Botões Sega Genesis

Como muitos sabem, o primeiro Street Fighter não fez tanto sucesso e as pessoas só foram conhecer o jogo depois do sucesso da série através de vídeos, todos viram o porquê do jogo não ter feito sucesso. Jogabilidade travada, apenas 2 personagens selecionáveis e uma dificuldade do caramba para conseguir soltar um Hadouken.

Mega Drive
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Quando Street Fighter 2 estourou nos Fliperamas eu não sabia como era o jogo (na época não tinha o costume de ir aos arcades), só fui conhecê-lo quando fui na locadora e vi o jogo na versão japonesa e achei interessante alugar, pois era um jogo de luta onde eu e meus irmãos poderíamos nos divertir bastante.

Achei legal a abertura com dois caras brigando e depois subindo o prédio até chegar ao titulo do jogo vindo para a tela, com aquela musica da abertura muito boa. Quando apertamos o Start, vimos que tinham vários personagens legais e interessantes (como era versão japonesa: Bison era Vega, Balrog era M. Bison e Vega era Balrog. Isso só confundiu a minha cabeça porque um tempo depois começou a passar no SBT Street Fighter 2 – Victory e os nomes eram da versão americana). O som do Mega Drive não era muito bom, por isso alguns golpes você escutava de forma errada (Alex Full do Guile, Ataque das Corujas e Hooryuken do Ryu e Ken, Tiger Robocop do Sagat).

De inicio eu só jogava com o Sagat porque foi o mais fácil de aprender, as lutas sempre iriam para dois pontos, ou você começava a luta contra Chun-li (na seqüência Zangief e Dhalsim) ou contra E-Honda (na seqüência Blanka e Guile, que tinha a segunda melhor trilha do jogo). Adorava jogar a fase Bônus do carro onde podia destrui-lo de formas diferentes, mas depois dessa fase começava um pesadelo.

Lutar contra Ryu era complicado, mas depois de um tempo aprendia que momento ele ia usar o Shoryuken e o Hadouken, conseguindo passar por ele depois de bater muitas vezes o controle no chão (ainda bem que os continues eram infinitos). Agora, no Ken era um inferno sem tamanho, apelão do caramba com os golpes de agarrar e o Shoryuken, sem saber quando ele ia fazer tal movimento, única coisa legal dessa luta era a trilha sonora (está entre as melhores de todos os Street Fighters, fica melhor na versão Rock tocada pela banda Mega Driver).

Mas aí aprendi a jogar com o Balrog e o feitiço se virou contra o feiticeiro, pois a melhor estratégia era agarrar o inimigo e ficar dando cabeçada nele. Assim consegui passar pelos outros adversários (e chegar às fases bônus do muro de tijolos e dos barris), mas aí quando cheguei ao Bison descobri que o Ken não era tão apelão assim.

Era divertido eu e meus irmãos revezando e pegando vários personagens para derrotá-lo, quando um ganhava um Round era uma alegria (que acabava logo em seguida perdendo os outros dois) e quando vencemos foi uma festa do caramba.


Mas a melhor parte era quando aconteciam as festas de aniversário aqui em casa e todos os amigos iam para o quarto jogar Street Fighter II, fazendo o velho esquema de perder e passar para o próximo. Todos tinham os seus personagens favoritos e fazíamos algumas graças (como ver quem tirava a garra do Veja primeiro) que nos faziam gargalhar e tirar sarro uns dos outros. Tenho que falar que pegava o Balrog e apelava na cabeçada, algumas lutas ganhei Perfect e outras apanhei feio. Uma ótima época que infelizmente não volta mais.

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Post Author: Cidade Gamer

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