Fábrica Gamer – Os problemas do Japão

Sejam bem vindos a mais uma Fábrica Gamer. Em primeiro lugar eu queria dar uma recomendação para todos aqueles interessados na área de desenvolvimento de jogos. É o site http://abrindoojogo.com.br/. É uma excelente fonte de informações para os interessados no assunto, com matérias e podcast. Fica aqui a dica para vocês. Ouvindo um dos podcasts antigos do Abrindo o Jogo, o pessoal menciona sobre alguns dos problemas da indústria e achei que seria interessante falar um pouquinho aqui sobre problemas que algumas franquias estão sofrendo nos dias atuais.

Eu quero começar nosso assunto de hoje falando da famosa franquia Final Fantasy. Uma das coisas que o pessoal reclama atualmente sobre a série é a repetição, a mesmice. FF XIII foi um jogo que apesar de ser muito esperado não teve uma boa recepitividade dos jogadores. Embora os japoneses tenham acolhido o game, no ocidente o descontentamento foi grande. Durante muito tempo o Japão foi o grande país produtor de jogos e suas séries eram grade sucesso. O penúltimo Final Fantasy, o XII, foi muito bem recebido, tendo ganhado até nota máxima da revista Famitsu (na época em que ela ainda tinha toda sua credibilidade). Porém agora na sétima geração os jogos da franquia não tiveram grandes mudanças e acabaram ficando para trás em relação aos concorrentes do gênero do lado ocidental do Planeta. Como um Mass Effect por exemplo. Não apenas isso, mas no décimo terceiro episódio do RPG japonês, o jogo é muito linear e tenta ser muito cinematográfico, contando com cutscenes longas que poderiam muito bem ter uma melhor direção para serem mais dinâmicas.

Agora eu quero mencionar um caso um pouco oposto, que até foi mencionado no episódio 2 do PodAbrir: Sonic the Hedgehog. Embora seja um dos personagens mais iconicos da indústria de jogos, o mascote da Sega acabou recebendo jogos ruins um atrás do outro nos tempos mais recentes. Os jogos bons estão muito tempo no passado na série Clássica (no Mega Drive). A geração Dreamcast acabou tendo jogos que agradaram uns enquanto não foram bem recebidos por outros. Agora a partir da era moderna, com o reboot de 2006, foi um jogo ruim atrás do outro e diferente de Final Fantasy, o Sonic Team tentou sempre inovar, trazendo mecânicas novas, porém nenhuma delas acabou vingando. O game de 2006 citado já começou a era moderna tendo um jogo com gráficos mais realistas e uma história que tenta se levar a sério demais e tendo o maior agravante de ter um pseudo-romance entre o ouriço e uma princesa humana (!). Somente agora em 2010, com Sonic 4 e Sonic Colors é que o ouriço acabou recebendo bons jogos depois de muito tempo, o que fez com que o próximo game, Sonic Generations deixasse expectativas positivas no jogadores.

O que podemos perceber hoje em dia é que a indústria oriental, apesar de ter grandes cirações, precisa começar a trazer coisas novas. Mesmo Keiji Inafune, um dos maiores produtores niponicos, criador de Rockman (Mega Man no nosso lado do mundo) falou que o Japão deveria aprender coisas com a indústria de jogos ocidentais. Não que os japoneses devem fazer jogos iguais aos americanos ou aos europeus, mas inovar e trazer novidades interessantes para os jogadores de todo Planeta.

Espero que a coluna de hoje tenha servido para fomentar um pouco essa discussão. E aproveito para pedir desculpas aos leitores or não ter respondido os comentários nas últimas semanas, pois as coisas andaram muito corridas aqui na nossa Fábrica. Bem, era isso por hoje. Nos vemos novamente na semana que vem.

 

Post Author: Cidade Gamer

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