Jogos que formaram meu caráter – parte 1

Se tornar um gamer é um processo em constante construção. Como foi o seu?

Olá, caros gamers!

Nesse momento tenho o prazer de apresentar a primeira expansão do nosso templo gamer. Como aqui na Cidade Pixelada videogame é coisa séria, o Ginásio Gamer tem a pretensão de se tornar o ponto de encontro para a troca de experiência e informações no que concerne à formação de um gamer. Para isso começa a série Jogos que Formaram meu Caráter. Caso você queira participar e figurar no mural de nosso Ginásio, envie um texto para nossa ouvidoria (ouvidoria@cidadegamer.com.br), também podendo clicar na aba aqui na lateral esquerda. Coloque no Assunto: Ginásio Gamer, que a mensagem será enviada para o departamento responsável, e após análise, poderá futuramente ser abordada aqui com os devidos comentários do Treinador.

Vamos começar?

Para iniciar a série, vou comentar alguns jogos de gerações diferentes, mas que sempre me acompanham na lembrança por algum motivo especial e contam como tijolinhos para a construção do meu atual caráter gamer.

Ninja Gaiden – NES

Este antigo game, um side-scrolling lançado originalmente em 1988, caiu em minhas mãos em 1994, ano que fiquei afastado por dois meses da vida escolar devido à uma hepatite. O período forçado em casa me fez entender algumas coisas básicas sobre videogame: o jogo nem sempre é justo e ele deve tornar o gamer mais forte e inteligente; mesmo um game feio pode ser desafiante; toda fase deve ter um chefão.

Controlando o ninja Ryu era possível enfrentar inimigos com a katana e outras armas secundárias. Além de correr e pular, o ninja se agarrava as paredes, acrescentando elementos a estratégia. As 20 fases eram duras e muitas vezes injustas, tanto com os tipos de inimigos quanto com os desafios do cenário. E após enfrentar tudo isso, ainda vinha um último inimigo muito mais poderoso que os demais com um único intuito: acabar com você.

De jogabilidade truncada, o Ninja Gaiden de NES ensinava que treinamento é tudo. Se você não fosse bom o suficiente, iria recomeçar o game do zero. Checkpoint?! Nem pensar. Morreu, voltava para o início da fase. Além de jogar, era preciso prestar muita atenção aos diferentes inimigos, antecipando respostas de forma que sobre muita energia para o chefão da fase, pois esse sempre era muito forte.

Apesar de ter sido um console simples, o NES trouxe tesouros, e Ninja Gaiden foi um deles. Desafio de alto nível, necessidade de estratégia e compreensão do ambiente de cada fase eram essenciais. Tenho certeza que hoje sou um gamer melhor por ter passado dois meses com Ryu terminando o game repetidas vezes, mas não sem antes ter aprendido a respeitar o jogo e compreender suas regras. Caso isso seja parecido com a vida real, NÃO é mera coincidência.

Próximos games da lista

Esperava ainda nesse texto escrever sobre Donkey Kong Country 2 (SNES), Final Fantasy VII (PS) e God of War (PS2), mas como a história ficou longa, abro para a participação de vocês, moradores da Cidade Pixelada. Façam contato, divulguem sua histórias e mostrem que para todos nós videogame é coisa séria.

@brunnoelias também iria comentar sobre Sonic, mas ficou com medo do prefeito Vivacqua (que odeia o porco-espinho).

Post Author: Cidade Gamer

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