Museu Gamer – BlackThorne

Lançado em 1994 pela BlizzardBlackThorne logo se diferenciou dos tradicionais jogos de plataforma, nele você não pisava em tartarugas, ou mesmo corria loucamente pelo cenário, em BlackThorne você massacrava os inimigos com uma ESCOPETA. Apesar de algumas características de BlackThorne serem diferentes de alguns clássicos do video game, o seu enredo não é tão inspirado assim. Após vinte anos preso em uma prisão, Kyle Vlaros (o personagem controlado por você) deverá voltar ao seu planeta natal e salvá-lo do malfeitor Sarlac. Ao longo de sua jornada, Kyle irá  resgatar alguns dos cidadãos que foram escravizados e que foram transformados em escravos, muitas vezes estas pessoas recem libertas, ajudam nosso heroi com itens ou mesmo dicas de como prosseguir em sua jornada, mas se você não quiser ajudá-los pode simplesmente matá-los, isto mesmo, mate os inocentes, nada pode ser mais politicamente incorreto do que isto.

Como já disse antes, o jogo é no estilo plataforma, subir, descer escadas, abrir portas, abaixar e correr, tudo o que é de mais normal em jogos deste estilo, mas existe um detalhe que faz BlackThorne diferente da maioria dos jogos de plataforma: é a possibilidade de o jogador se esquivar dos tiros inimigos, isto é possível pressionando “para cima” no controle, lembrando que alguns inimigos também possuem esta capacidade. Esta jogabilidade torna os confrontos mais divertidos e não muito repetitivos, mas não espere uma infinidade de táticas inimigas ou uma IA (inteligência artificial) refinada, lembrem-se, estamos falando de um jogo da geração 16 bits. Em BlackThorne, assim como em Prince of Persia, também foi utilizada a técnica de animação chamada de rotoscopia, o que deu um excelente visual na animação dos personagens.

Outro fator interessante, é que existem vários quebra cabeças espalhados entre os 16 níveis do jogo, alguns deles são: desligar um campo de força para conseguir passar por determinado lugar, abrir portas usando granadas, ativar interruptores que ativam pontes, etc. Mas nem tudo são flores, como alguns destes quebra cabeças precisam de itens para serem resolvidos, é importante usá-los com saberia, uma granada jogada em um lugar errado, pode fazer falta mais tarde. é importante lembrar que todos os itens presentes no jogo são limitados, e não é difícil o jogador ter que reiniciar o nível simplesmente porque usou todos os itens disponíveis e acabou por ficar preso em determinado lugar.

Apesar de sua IA ser fraca e seus gráficos terem envelhecido, é um jogo que vale ser jogado ainda hoje. Assistam abaixo, a abertura e um pouco do primeiro estágio do game.

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Post Author: Vinicius Maciel

Joga video game desde a época que a palavra "ergonomia" não existia no dicionário dos designers de joystick !