Sua Morada Pixelada

Resenha: Pokemon Quest (Nintendo Switch)

Em pleno momento de anúncios quentes para seu console híbrido, a Nintendo decide dar um rare candy para seus pokefans e libera para o Switch o seu jogo no estilo gasha, o Pokemon Quest.

Jogos no estilo gasha são aqueles games gratuitos que lotam as lojas de aplicativos dos smartphones, onde você não paga nada, cumpre um monte de tarefas para sortear ao acaso um item aleatório pra você usar na sua jogatina.

E é exatamente o que Pokemon Quest é, um jogo de celular no portátil da Nintendo (que inclusive chegará nas appstores muito em breve). Até o gameplay dele funciona melhor utilizando a tela de toque para dar os comandos, e de um jeito desajeitada você pode jogar na TV utilizando seu controle.

Todos podem ser considerados pontos negativos se você considerar ser um jogo mobile lançado no mesmo videogame que é lar de Breath of The Wild e Mario Odyssey, mas tem algo lá além de ser um caça niqueis.

Você começa escolhendo seu Pokemon inicial, e partindo para uma aventura, onde enfrentará outros pokemons em dungeons, mas tudo levando em consideração o sistema que tornou a Game Freak uma potência em desenvolvimento de jogos. Tipos de água fazem dano contra fogo, insetos tomam dano de Pokemon do tipo voador e assim você segue completando as fases. Mas a cada missão você ganha ingredientes que combinados da maneira certa (criando e seguindo receitas), você atrai um Pokemon novo para a sua base. Eis que temos o Gasha, sem falar o fato que depois de cinco missões, você precisa aguardar um tempo para retomar a aventura.

Mas então, qual o mérito de Pokemon Quest?

Seus companheiros não vem como nas versões pagas de cartuchos, com golpes pré definidos que eles aprendem a medida que sobem de nível, eles vêm com movimentos aleatórios, que podem ser um ou dois, sendo ambos de ataque, alteração de status de seus pokemon ou dos inimigos, e através de treino e combinações com outros pokemons, é possível aprender novos movimentos.

Então temos o vício instalado, começar uma missão, ganhar bônus para seu ataque ou pontos de vida, ingredientes para atrair Pokemon e por fim, passar de níveis para ficar mais forte e evoluir suas criaturas.

Então se prepare para nutrir, cuidar, treinar e apanhar muito neste jogo que combina ação, colecionismo e um design cúbico que parecia não caber com essa franquia da Nintendo, mas depois das minhas primeiras 50 horas, já me vejo apaixonado pelo meu Wartortle quadradinho.

Criado em um laboratório por motivos de puro luxo e inveja, Vivacqua tornou-se o inventor da internet e em seguida da primeira máquina do tempo.

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