Resenha: Baldur’s Gate 2: Shadows of Amn


A muitos anos, quando a cidade começou a ser construída, foi descoberto um portal, que levava para um mundo onde a magia e a espada mandavam, mesmo que nesse mundo existissem leis sobre atos que envolvessem feitiços.

Logo após essa descoberta, nossos cientistas trataram de fechar o portal e deixar sua chave exposta no museu, onde pode-se ter um vislumbre de pinturas sobre esse mundo através do portal, esse mundo se chama Forgotten Realms e os contos sobre esse mundo serão expostos aqui, na coluna do Museu Gamer.

É claro que estamos falando de uma continuação de um dos jogos mais clássicos, Baldur’s Gate 2: Shadows of Amn! Um RPG para computador baseado no jogo AD&D (Advanced Dungeons & Dragons 2) e se passa no universo de Forgotten Realms, um dos mais ricos universos até hoje retratado nos games.

O jogo foi lançado em 2000, para PC e MAC, sendo esse desenvolvido pela BIOWARE (atual produtora de Mass Effect e Dragon Age), sendo que anteriormente a empresa participou da produção do Planescape: Torment, ambos utilizando a mesma engine (Infinity Engine), sendo que anteriormente essa a mesma já havia sido usada pelo Baldur’s Gate 1. Como dito anteriormente, o jogo foi baseado no RPG AD&D, porem no mesmo ano seria lançado a 3ª Edição dos livros, com isso BG2 se aproveitou de vários elementos, fazendo o jogo ficar mais dinâmico e mais rico.

Um jogo de visão isométrica, onde você pode montar seu personagem da maneira que preferir, tendo escolhas básicas como classe, raça, alinhamento, cor, voz, avatar, etc, o jogo ainda trás a presença de outros personagem como a Druida teimosa Jaheira, o Ranger louco Minsc e seu fiel companheiro Buu (um Hamster com mania de grandeza), Imoen e diversos outros, sendo que esses citados já começam presos numa sala onde você esta sendo torturado logo no começo do jogo, vale lembrar que para os mesmos entrarem na sua turma depende de você, da mesma maneira que várias outras situações exigem de você as diversas escolhas.

Um Pouco da história…

Logo no começo, o seu personagem se encontra preso em um calabouço e está sendo torturado pelo Elfo mago Jon Irenicus, logo você desmaia e ao acordar surge uma “oportunidade” de sair da prisão, a fuga é feita e quando se escapa do covil do feiticeiro, e percebes-se que se esta na cidade de Athkatla, logo Jon aparece e tenta te impedir de fugir, porém as regras anti-magias da cidade alertam “a polícia da magia”e por ai se segue a história…

Lembrando que por ser uma continuação a pessoa que tiver jogado o anterior saberá o que esta se passando, porém nada disso é obrigatório, sendo usado o pretexto de que graças as diversas torturas mentais, o seu personagem acaba tendo amnésia, argumento que funciona muito bem.

Sobre a Jogabilidade

Para quem já jogou RPG de mesa sabe que normalmente os combates são feitos em turno, no estilo de Final Fantasy. Porém em BG2 você tem opção de definir como vai ser o seu estilo de jogo, lembrando que o jogador pode controlar todos os personagens e definir cada ação separadamente, ou então usar umas padrões pré estabelecidos de ações, que vão ser ativadas dependendo da situação, dando mais agilidade ao jogo.

As regras de armas, armaduras, magias, preces, dentre outras,  são baseadas no livro, causando certa estranheza para quem nunca jogou Dungeons & Dragons, porém são facilmente assimiladas em pouco tempo.

Vale lembrar que para o andamento do jogo é aconselhável a diversidade de classes, como clérigos, magos, guerreiros, ladinos, que são a base do jogo, claro que trocar um clérigo por um druida funciona muito bem, da mesma maneira que trocar um ladino por um bardo e assim por diante.

Desde essa época a BIOWARE já se preocupava com a história de cada personagem, desenvolvendo a mesma de tal forma que o jogador acaba se envolvendo e se identificando com alguns deles, além disso, existe a possibilidade de relacionamentos com os mesmos.

Aspectos técnicos

O jogo tem uma trilha sonora excelente, além da música os efeitos sonoros te botam dentro do jogo, desde barulhos de invocação de magias a mecanismos de armadilhas sendo ativados.

O jogo oferece a possibilidade de um multiplayer excelente no estilo co-op, sendo que a aventura se torna muito interessante quando jogada dessa maneira.

Para um jogo de 2000 ele foi muito bem feito, sendo que a uns 3 anos eu joguei e achei que envelheceu de uma maneira digna, sendo possível jogá-lo nos dias de hoje sem problema algum. Ainda somos agraciados por uma quantidade de cenários surpreendente: florestas, criptas, cavernas, planos alternativos, experiencias ilusórias, etc.

Existem diversos níveis de dificuldades, sendo que uma das opções é deixar as regras quase idênticas as regras dos livros, onde a rolagem de dados não tem limitações e erros críticos (o famoso tirar 1 no d20) são possíveis e causam onomatopeias de rolar no chão de rir.

O jogo é quase um sandbox, trazendo a possibilidade de fazer diversos percursos fora da linha principal da história, sendo que muitas dessas side quests podem adicionar personagens novos ao grupo, podem levar o grupo para uma caça a algum artefato antigo, colocar frente a frente de inimigos mitológicos e diversos outros tipos de quests.

Pra concluir vale lembrar das easter eggs que o BG2 traz, durante o decorrer da história, você acabara encontrando referências de outros jogos da série e o que mais me chamou atenção foi encontrar um quadro do Caverna do Dragão em uma das Tavernas!

Ainda Existe a Expansão do jogo chamada Throne of Bhaal, que continua a história, sendo que você pode continuar usando seus personagens importados do seu save anterior, ou então criar um novo personagem, além disso, a expansão traz novas dungeons, side quests e locais no mapa, que podem ser acessados mesmo jogando a versão primária do jogo, porém necessitando que a expansão esteja instalada.

Um abraço a todos e joguem Baldur’s Gate 2

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Post Author: Cidade Gamer

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