Sua Morada Pixelada

Resenha: Dying Light

Por Carlos Vivacqua

Raros são os momentos nos quais um jogo empresta elementos de outras franquias e faz isso direito. Você pode estar completamente saturado do gênero zumbi, mas se ainda quiser entrar em uma jornada de sobrevivência e evolução de personagem, Dying Light é o jogo pra você. Produzido pela Techland e distribuído pela Warner Bros Games Brasil, Dying Light faz muita coisa certa e o que precisa fazer melhor não é urgente nem obrigatório. Nessa investida de sobrevivência, a dublagem nacional ajuda você a prestar atenção no jogo enquanto corre por sua vida!

O Jogo é Bom?

Sim

Por que o Jogo é Bom?

Dying Light empresta elementos de diversos jogos, um parkour mais avançado como o de Mirrors Edge, um sistema de aprimoramento de armas e criação de itens que empresta elementos de Fallout e outros jogos nos quais o seu objetivo é sobreviver com o que tem. Junto a isso, o terror e o preparo constante para confrontos é o que faz desse jogo algo bom, você nunca está pronto o suficiente em um apocalipse zumbi.

Você joga no papel de Crane, um agente da GRE que tem como objetivo recuperar dados de uma pesquisa relacionada a um vírus que agora transforma pessoas em zumbis, e que transformou Harran em um inferno na Terra. Esse inferno bem ambientado conta com exploração e movimentação baseada no terreno de uma maneira que pouco foi explorada até então. Grande parte da cidade está tomada pelas favelas, e é lá que você se move, busca abrigo e itens, basicamente onde luta pela sobrevivência.

Não foi uma vez só que nos encontramos buscando abrigo e tendo que achar a melhor maneira de escalar um barraco pelo simples fato que ele foi mal construído a beira de um morro, ou em cima de uma outra casa, sem falar o desespero para encontrar peças que possibilitem a criação de itens, sejam elas gazes para fazer kits médicos ou cordas e barbantes para o eficiente e salvador Coquetel Molotov.

A ambientação faz tudo valer a pena. Seja o perigo de estar nas ruas a noite e ter que fugir dos “Pesadelos” ou a escassez de itens essenciais para criar sua arma favorita, ou ainda as hordas de zumbis concentradas em uma área movimentada da cidade, tudo parece que aconteceu por um motivo.

As missões extras (as famosas side missions) parecem fazer sentido. Coletar algas para que com elas possamos elaborar um tipo de medicamento especial e depois de fazê-lo ainda ganhar tal medicamento  não parece invalidar a hora na qual você ficou mergulhando atrás dessas coisas, e o mesmo vale para armas e outros tipos de equipamentos, os quais você consegue como recompensa ao ajudar outras pessoas.

Por que devo jogar o jogo?

Sabe quando você sente a sua melhora num jogo, seja por um pulo mais preciso que você dá, ou o timing que você pega de executar o ataque na hora certa? Dying Light é todo assim, pois você é recompensado a cada acerto, seja um salto com agarrada bem executado, um rolamento para diminuir o dano, ou até mesmo o acionamento de uma armadilha na hora certa, tudo que você fizer certo te dará pontos.

Esses pontos são o outro motivo que te prendem no jogo. São eles que melhoram a maneira que você ataca os inimigos, se locomove no cenário, constrói coisas, foge de um combate, cria armadilhas, cria itens, negocia com vendedores… ou seja, quanto mais você joga, melhor você fica e o jogo te recompensa melhorando a sua experiência nele. É um fato que a evolução do seu personagem é visível nas suas mãos, a diferença do primeiro grupo de zumbis que você enfrenta ao último é gritante e recompensadora.

É possível experimentar praticamente toda a campanha online com seus amigos, e também está disponível o DLC “Seja um Zumbi” onde você caça outros jogadores de noite, enquanto eles tentam sobreviver e cumprir missões, você os caça um a um. Não é um modo indispensável, mas torna qualquer partida mais interessante, ainda mais quando você recebe a mensagem que seu jogo foi invadido. Se você já está preocupado por estar de noite e correndo, agora tem mais alguém te caçando.

 

Nota: Dying Light

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Ficha Técnica


Dying Light

Gênero: FPS Survival Horror

Desenvolvedora: Techland

Publisher: Warner Bros. Interactive Entertainment

Disponível para:  Xbox One, Playstation 4 e PC

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Criado em um laboratório por motivos de puro luxo e inveja, Vivacqua tornou-se o inventor da internet e em seguida da primeira máquina do tempo.

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