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Resenha: God of War – um recomeço

Para quem achava que a jornada de Kratos havia terminado pode se contentar com um novo título desta saga. Depois de muito espancamento de deuses nos *sete jogos da franquia, um recomeço digno do Deus da Guerra surge para reinventar a história e trazer novas mecânicas.

Mesmo com uma história e famas bem estabelecidas, a equipe do Santa Monica Studios resolveu fazer muitas mudanças. Neste God of War, Kratos está bem mais velho e com aparência cansada depois de exterminar os deuses gregos. Kratos exterminou os deuses gregos e decidiu se afastar de tudo indo para terras nórdicas, onde casou novamente e teve outro filho, Atreus, que o acompanhará em sua jornada de superação de um novo luto e muita luta pelo rico e novo mundo que os cerca.

No começo do jogo, a nova esposa de Kratos e mãe de seu novo filho acabou de falecer e eles são atacados por um deus nórdico. Assim, surge a necessidade de treinar Atreus para que ele possa se fortalecer enquanto ambos viajam para cumprir o último desejo dela.

A relação familiar se tornou tensa após a perda da figura feminina que fazia a ponte entre pai e filho. O tratamento é um tanto marcial e parece não ter muito sentimento envolvido. Contudo, as coisas vão mudando e a relação amadurece.

 

Pai de família!

God Of War: um recomeço

O Kratos é puro ódio, grita muito e só quer saber de sua vingança! Era isso o que se pensava dele até então. Porém, agora vemos os efeitos de todas a histórias que jogamos nos jogos anteriores. O personagem está mais velho, calejado e tem uma melancolia em seu olhar.

Entretanto, não parece que exageraram ou forçaram a barra para apresenta-lo neste novo jogo. Sua luta para não se deixar consumir pelo ódio e toda o seu passado são os elementos que fazem o enredo deste novo título.

O que temos agora é um protagonista mais aprofundado e com outras facetas que não tinham sido exploradas. A gente queria só bater e cortar sim, mas é sempre bom conhecer mais quem passou tantos anos conosco.

Agora vemos esse lado “pai de família” de Kratos, que não podemos ver antes, já que conhecemos Kratos quando ele já havia perdido sua primeira esposa, Lysandra, e sua primeira filha, Caliope. Ele luta para controlar sua fúria em frente ao Atreus e não fazer o que fazia antes.

 

Novas armas e novo estilo de luta

 

Usávamos as lâminas para retaliar os inimigos e isso era muito divertido! Mas, mudanças são sempre bem-vindas, com o uso do machado de Leviathan, que tem poderes de gelo e um peso enorme. O estrago nos inimigos é gigantesco com essa nova arma e podemos arremessa-la, inclusive para resolver alguns puzzles.

Outra arma que temos agora é o arco e podemos usar um escudo retrátil. Claro que Kratos também pode usar seus próprios punhos e chutes.

A câmera fixa também mudou para uma visão em terceira pessoa que nos deixa mais próximos do protagonista. O combate não mais no tipo “hack’n slash”, mas continua estiloso e agora conta com a ajuda de Atreus dando suporte conforme nossas instruções, mas com a movimentação dele coordenada pela inteligência artificial.

 

Um pouquinho de RPG

God Of War: um recomeço

E, para quem gosta de RPG, esse novo God of War conta com status, como sorte, vitalidade, defesa e força. Conseguimos melhoras estas habilidades equipando armaduras melhores. Encontramos esses recursos em baús espalhados nos cenários ou podemos usar minérios e metais que coletamos para forjá-las com anões ferreiros.

A jornada é linear em boa parte, mas podemos explorar alguns locais para acharmos mais itens, tesouros e side missions. Você não precisa fazer tudo na primeira vez, pode seguir em frente e fechar o jogo como fazia nos outros jogos. Com um pouco de “mundo aberto” e “RPG” Godo f War fica um pouco mais completo e faz seu preço vale um pouco mais a pena.

O visual está muito bonito, mas precisamos falar realmente disso? É God of War! Contudo, é notável o quanto a pele dos personagens e seus cabelos estão realistas. Dá para ver veias, cicatrizes e veias. Os templos, masmorras, inimigos e as árvores foram muito bem feitinhos.

A trilha sonora atual é mais simples e segue o clima mais melancólico do jogo. Temos dublagem brasileira e bem localizada que, junto com a coragem de reinventar a história de God of War, torna o jogo muito interessante para quem já acompanhava Kratos assim como, para uma nova geração de fãs.

O conflito entre pai e filho e o esforço para transpor essa distância é algo muito diferente e que pode ajudar algumas pessoas como uma analogia ao que vivem. Quem nunca teve problemas de comunicação com seus pais em algumas épocas da vida?

Ficha Técnica

Data de lançamento inicial: 20 de abril de 2018

Desenvolvedor: Sony

Estúdio: Santa Monica Studio

Gênero: Aventura, Ação

Plataformas: Playstation 4

 

*Confira a lista dos outros sete jogos

  • God of War I;
  • God of War II;
  • God of War III;
  • God of War Ascension;
  • God of War  Ghost of Sparta (PSP);
  • God of War  Chain of Olympus (PSP);
  • God of War  Betrayal (celulares antigos).

Jornalista que gosta de joguinhos e zumbis. Filha do Wolverine com a Mulher-Maravilha. Casada com gamer-otaku e mãe de um Lord Sith.

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