Resenha Sem Spoilers: God of War para Playstation 4

Resenha Sem Spoilers: God of War para Playstation 4

21 de junho de 2018 0 Por Prefeito Vivacqua

Eu demorei a começar a escrever essa resenha, talvez pelo fato que eu ainda estou jogando o jogo, mesmo já tendo feito os dois finais, mas os desafios me prendem.

Parece que independente do que os fãs poderiam achar ou não, a Santa Monica Studios decidiu amadurecer o quase unidimensional Kratos junto com o nosso crescimento.

Digamos que você seguiu as regras impostas na caixa do primeiro God of War e que você só assumiu o controle de Kratos na idade que dizia na caixa para você jogar, acima de 17 anos de idade. Isso faz de você, no mínimo, um adulto de 30 anos de idade. Então é de se esperar um amadurecimento não só do nosso matador de divindades, mas nosso também.

É o que o novo God of War entrega no momento em que apertamos para começar o jogo e nos deparamos com a realidade de nosso espartano.

Kratos está mais velho, um cansaço toma sua voz como o mesmo peso de criaturas gigantes que ele já despedaçou antes em suas outras aventuras, e mais importante, ele não está só, Kratos é pai, em um mundo que se apresenta distante do que conhecemos, frio e mesmo assim convidativo para explorarmos juntos com essa inadequada família.

Agora com a câmera fixada nas costas do Fantasma de Esparta, seguimos ele e o jovem Atreus na jornada de despedida de sua companheira e mãe do menino na jornada de lançar suas cinzas da montanha mais alta daquele reino.

Esse ângulo de visão por trás de nosso guerreiro colabora em duas coisas, primeiro, o fim da câmera fixa que colocava o jogo refém de um tipo de jogabilidade que hoje se torna difícil de digerir e outra é que de trás de um homem tão grande, ainda assim conseguimos ver a magnitude de tudo que podemos encontrar nesse reino de mitologia nórdica, essa câmera auxilia na narrativa da imensidão desse jogo.

Criado para ser desafiador enquanto caminha lado a lado com uma das histórias mais bem contadas dentre vários jogos Triplo A, God of War traz uma jogabilidade precisa, com uma das melhores armas a já aparecer em um vídeo game (foi mal Ratchet & Clank). O machado de sua finada esposa é a base do jogo, o elemento que impulsiona a evolução do personagem e do combate e que muitas vezes move a trama.

O jogo vem direto da caixa com dublagem e legendas totalmente em português, uma jogabilidade empolgante e desafios constantes ligados à uma narrativa que combina mitologia, drama, família e é claro, muita violência e momentos épicos.

Além disso tudo, é possível jogar o jogo em um modo de dificuldade criado exclusivo para ser degustado para aqueles que tem sangue frio. Ele não altera só o status dos inimigos, mas o timing de ataques, tempo de resposta, momento do contra ataque, padrões se tornam escassos, dando lugar ao improviso e dano elevado por parte dos inimigos de Kratos.

Se você se encontra vivo na atual geração de consoles, dê um jeito de jogar God of War, um exclusivo de peso para o Playstation 4 e PlayStation 4 Pro.

Criado em um laboratório por motivos de puro luxo e inveja, Vivacqua tornou-se o inventor da internet e em seguida da primeira máquina do tempo.

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