Resenha: The Spatials

Resenha: The Spatials

16 de abril de 2015 0 Por Bill Ogro

Por Bill Ogro

O número de jogos que faz a linha de “mais do mesmo” cresce exponencialmente, e esta frase ganha força quando se trata de jogos indie. A enxurrada de jogos genéricos, pouco criativos e com pouco conteúdo fazem a galera revirar os olhos cada vez que um jogo dito promissor e/ou inovador, porém poucos realmente conseguem cumprir tal meta. The Spatials, da estreante Weird And Wry, na humilde opinião deste que vos fala, é um desses jogos. O jogo é um simulador de administração de estação espacial, a qual servirá de resort para vários visitantes alienígenas, com combate de grupo e loot.

O Jogo é bom?

 

Sim.

 Por que o jogo é bom?

Quem gosta do gênero provavelmente vai se lembrar de um jogo chamado Towns, com uma proposta parecida, onde o jogador gerenciava a construção de uma cidade que ficava em cima de uma dungeon, e deveria suprir as necessidades do herói que descia para explorá-la.

 The Spatials vai um pouco além, e de uma forma inteligente, pois permite que o gerenciamento e construção da estação espacial ocorram sem interferência direta, já que para construir e criar certos objetos, alimentos e outras coisas essenciais à boa condução da estação, uma tripulação é convocada para explorar os planetas de sistemas próximos (os mesmos são gerados aleatoriamente a cada novo jogo, aumentando assim o fator de rejogabilidade).

The Spatials

A tripulação recebe tarefas do tipo “fetch quest” (pegue x itens ou destrua x inimigos/edificações) para conseguir os recursos necessários, e esses tipos de tarefas cabem bem no jogo, principalmente para jogadores mais casuais, por ser apenas um dos meios para um fim, e não a única coisa que realmente faz o jogo progredir.

Outro ponto forte é o combate, que é em tempo real, fácil de aprender e nem um pouco frustrante, quase um mini-game dentro do jogo. Além do loot obtido dos inimigos pós-combate e das habilidades, a tripulação evolui subindo de nível, aprimorando seus equipamentos e habilidades (que podem ser reciclados/recombinados para formar armas e habilidades novas utilizando um reciclador), e, com a evolução, a tripulação ganha bônus e necessidades (comida, sono, higiene) que não são difíceis de administrar assim que se adquire um entendimento melhor do jogo.

 Por fim, as edificações e aparelhos necessários para a construção e aprimoramento do “resort espacial” são liberados através de uma árvore de tecnologia, para a qual a tripulação adquire pontos de tecnologia explorando planetas novos e completando as missões.

Por que você deve jogar esse jogo?

Para quem curte jogos casuais e que sem uma carga maior de desafio, o jogo é muito bom no quesito diversão, perfeito para aliviar o stress. A interface de usuário, apesar de avassaladora e meio confusa no início, é fácil de assimilar e entender, tornando o jogo bem intuitivo e fluido daí por diante.

Outra que me surpreendeu muito no jogo foi a quantidade de conteúdo pra um jogo do gênero. Desde a árvore de tecnologia até a quantidade de edificações, objetos, decorações e máquinas que podem ser utilizadas pela tripulação, o sistema de combate, o tutorial; tudo é bem funcional e faz sentido. O jogo, por si só, é muito bem-polido e detalhado, e os elementos de RPG e o combate já tiram o jogo do marasmo, do “mais-do-mesmo” nos quais a maioria dos jogos do gênero está inserida.

Resumindo: o jogo é uma fusão de Towns que deu certo com Star Trek super colorido e um humor divertido (sem ser forçado) e despretensioso que é oferecido aos jogadores em forma de texto.

Resenha The Spatials Nota

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Ficha Técnica:

The Spatials

 Gênero: Simulador/Manager/RPG

Desenvolvedora: Weird and Wry

Disponível Para: PC (Win/Mac)

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