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Resenha: World to the West

 

Quatro heróis diferentes em um “puzzle adventure”, aparentemente, simples. World to the West é a sequência de Teslagrad, puzzle game 2D de 2013 que tornou-se um clássico cult. Mas, nesta “continuação” muita coisa mudou, pois os protagonistas não são mais “mudos”, já que temos alguns diálogos com os NPCs que encontramos. Além disso, temos uma aventura isométrica com um tempero “metroidvaniano”.

Contudo, você poderá jogar World to the West sem problemas, mesmo que não tenha jogado Teslagrad. O jogo se passa anos depois do primeiro, no mesmo universo e com uma história diferente. Para quem jogou o primeiro título, há alguns “easter eggs” e referências, o que não atrapalha a experiência dos demais jogadores.

Conheça o enredo

Um mundo de fantasia está em perigo, pois as sombras o estão consumindo, conforme uma antiga profecia. Apenas quatro heróis, com personalidades e poderes diferentes, podem eliminar este risco. Eles têm seus destinos entrelaçados por acaso, assim como caminhos até o cumprimento da tal profecia acontece sem que eles controlem isso.

Cada protagonista tem uma história única e habilidades diferentes:

  • Lumina teslamancer com poder de se teleportar em curtas distâncias e que empunha um Tesla Rod (um tipo de bastão que nada tem a ver com o carro da Tesla!);
  • Knaus – pequeno órfão que pode cavar com sua pá e, devido a seu tamanho, consegue acessar e passar por passagens pequenas;
  • Miss Teri – personagem atlética e que usa seu cachecol para hipnotizar inimigos e se pendurar em alguns lugares;
  • Lord Clonington grandalhão com muita força bruta e que consegue destruir portas e obstruções na porrada, além de nocautear inimigos.

Não jogamos com todos logo de cara, pois começamos a jogar com a Lumina, que tenta reativar uma máquina de seu pai e acaba caindo em um mundo totalmente estranho após uma tentativa sua com alguns de seus irmãos ajudando.

Conhecemos os personagens gradualmente, nos primeiros capítulos, mas em World to the West eles vão se encontrando e desencontrando no decorrer da história e com suas narrativas se desenvolvendo paralelamente. Esteja preparado para controlar dois personagens em um capítulo, aproveitando o melhor da habilidade de cada um no intuito de seguir em frente.

Experimente estilos de jogo diferentes

World to the west

 

Conforme você explora novas áreas fica espantado com a vastidão do mapa do jogo e com as mudanças de estilo de jogo. Você pode experimentar um dungeon, exploração e puzzle. Sentir-se jogando um “Zeldinha” ou “Metroid” é algo totalmente normal conforme o jogo avança entre cavernas, desertos, templos e florestas.

Cada lugar terá seus obstáculos e você precisará utilizar as capacidades dos personagens para vencer os desafios. Caso você não esteja com o herói “certo”, com certeza vai travar e precisar encontrar outro caminho ou recomeçar com outro protagonista.

Em alguns momentos, você entrará em algumas “boss battles”, que serão utilizadas a favor da resolução de alguns puzzles. No restante do tempo, terá que coletar chaves, desobstruir passagens ou operar mecanismos, entre outras ações, conforme o herói que você está controlando.

 

Resenha World to the west

Jogue de forma simples e divertida

O jogo é direto e os tutoriais são reduzidos ao mínimo, mostrando umas poucas mensagens na tela de fácil assimilação. Todas as informações relevantes são apresentadas antecipadamente e você nunca é conduzido falsamente em uma área sem ideia do que fazer. Você pode se perder às vezes, mas tudo tem uma solução clara que é lógica e divertida descobrir (as vezes você fica com raiva de si por não ter enxergado o óbvio!).

A Rain Games definitivamente sabe como fazer um título de qualidade. Se você gosta de Zelda, você realmente deve verificar isso. Mesmo se você não gosta de desfrutar da série clássica da Nintendo, o World to the West é divertido o suficiente para você passar um tempinho tentando resolver os puzzles e ficar perdido nas dungeons.

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Ficha Técnica

Data de lançamento inicial: 5 de maio de 2017

Desenvolvedor: Rain Games

Estúdio: Rain Games

Gênero: Jogo eletrônico de quebra-cabeça

Plataformas: PlayStation 4, Microsoft Windows, Xbox One, Nintendo Switch

Jornalista que gosta de joguinhos e zumbis. Filha do Wolverine com a Mulher-Maravilha. Casada com gamer-otaku e mãe de um Lord Sith.

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