Resmungamer: Se eu não fosse gamer

Ainda me pego pensando na vida que eu teria se eu não fosse gamer, se jogar não fizesse parte de meus planos, ou mesmo parte de meus pensamentos. Gosto de “me retirar” de minha vida para poder dar mais valor a ela.

Pensar em jogos

Eu comparo tudo isso a uma afta bem abaixo de seus dentes, aquela que incomoda só em momentos específicos. Pois imagine o seguinte, você só vai dar valor a sua boca sem afta no momento que aparecer uma. Procurando evitar esse pensamento de só dar valor no momento certo, procuro valorizar as minhas escolhas em todo momento.
No fim de semana, em que eu editava nosso podcast, encontrei-me indo a um posto de gasolina comprar um energético de uma marca que poderia muito bem anunciar aqui. Eu estava desde as 10 da manhã produzindo conteúdo pro site, montando vitrines e editando. Sem falar em jogar um PSP aqui e ali.
Ao chegar no posto de gasolina, visualisei uma cena, duas pessoas tomando cerveja e ouvindo música eletrônica ao lado de fora da loja de conveniência. Basicamente este era a produção deles, intelectual ou não, cada um faz o que quer.
Quando repentinamente ouvi:

-Mano, olha que dia massa, nós aqui curtindo a vida, e meu irmãozinho em casa jogando xbox!

Claro que eu não podia deixar isso passar simplesmente assim, colei neles e fiquei ouvindo. E o que aprendi foi o seguinte, eles realmente acreditam que aquilo é viver, e jogar videogame não é. Além de estarem engajados em atitudes ilegais (bebendo ao lado dos carros que vão dirigir de volta pra casa), são burros.

Ouvindo som no posto
Ouvindo som no posto

O primeiro fator que me mostrou que o QI deles beirava os dois dígitos foi que ele não havia dito Xbox e sim “xisboquis”.
A diferença dessas pessoas pra quem joga videogame são várias, uma delas é que eu aprendi pronuncias de palavras, coordenação motora, raciocínio lógico, básico e avançado, inglês, probabilidade dentre outros.

Temos outras diferenças básicas. Gamers são sociais quando ouvimos outros gamers. Exemplo:

  • Quem não gosta de videogame despreza quem o faz.
  • Quem gosta não faz com quem não entende.
  • Se você está em um evento sozinho e descobre que tem alguém que gosta de games, mesmo que seja só de um jogo em específico, você tem assunto com essa pessoa por mais de duas horas, a pessoa sobe no seu conceito e ganha respeito.
  • Se você está em um evento sozinho, e uma pessoa frequentadora de posto de gasolina que bebe cerveja e escuta batidão, escuta você falar que gosta de um jogo de videogame, ela irá te desprezar e até tratar mal.

Falta muito tempo para que possamos nos considerar um país gamer, para que propagandas de videogame tomem o intervalo do horário nobre, mas chegaremos lá, e essas pessoas que nos tratam com desprezo, irão entregar os pacotes dos nossos jogos comprados.

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Post Author: Prefeito Vivacqua

Criado em um laboratório por motivos de puro luxo e inveja, Vivacqua tornou-se o inventor da internet e em seguida da primeira máquina do tempo.