Você está velho e Metal Gear está completando 25 anos

Preciso confessar que resolvi fazer esse post mesmo não sendo fã da franquia Metal Gear. Prometo não entrar na discussão entre Splinter Cell e Metal Gear, sendo qual deles tem os melhores títulos do estilo. Posso prometer que será um post imparcial de acordo com os títulos que tive contato e o meu conhecimento quanto ao trabalho de Hideo Kojima. Se prepare, pois, posso tentar frustar os mais xiitas e agradar os menos casuais.

Este ano marca o 25º aniversário da série Metal Gear. Obra-prima de Hideo Kojima no estilo ‘Tactical Espionage Action’ (algo como Espionagem tática e Ação) lançada em 1987. Para comemorar essa data a Konami colocou no ar um hotsite que marca os lançamentos, anúncios e comemorações em gradecimento pela lealdade dos fãs durante todos esses anos. Antes de você surtar e clicar no www.konami-europe.net/MG25th para ver o que você pode lucrar com isso, pense no que teremos pela frente, além de seguir o @MG25th no Twitter.

Todo mundo sabe que a mente de Hideo Kojima é uma das melhores, se tratando de lançamentos no mercado atual de games. Tudo isso pelo seu grande background, porém analisem como Metal Gear nasceu e como a franquia se encontra hoje. Não cabe nesse post uma retrospectiva da história, mas todos sabem do início com Big Boss, da FOXHOUND, envia Solid Snake para se infiltrar em Outer Haven (África do Sul) e destruir o Metal Gear. Antes mesmo da franquia ganhar o título de Metal Gear Solid, ela já era pioneira no estilo stealth (hoje sendo substituído pelo termo tactical espionage action), na comunicação via rádio codec para o progresso da missão e a famosa caixa de papelão como artifício de espionagem.  Depois dessa revolução, tendo os gráficos melhorados a cada geração e o complemento da história criado a cada spin-off, o que mais a série nos trouxe de tão revolucionário? O estilo stealth dos jogos começaram a conflitar com a beleza dos gráficos e a necessidade de atender um mercado mais novo sedento pela velocidade e ação, dos games mais atuais.

Não é culpa da franquia ou da produtora, muito menos do Kojima, mas sim da tendência mundial de jogos terem essa pegada rápida que simulam a ação frenética, com muito tiro e inimigos inundando a tela. Culpe a si mesmo por consumir cada vez mais esse tipo de produto, se os orientais adoram um RPG e suas dezenas de horas, os ocidentais se acostumaram com títulos embebidos em sangue e tiros. Não estou dizendo que é ruim ou chato, mas muitas franquias tentarão se aproximar dessa tendência para vender mais e continuarem na “crista da onda”. Metal Gear não é diferente e vai terminar dessa maneira.

Com a recente confirmação de que Metal Gear Solid 5 seria lançado em 2013, nos resta esperar para ver se teremos o retorno das características presentes na franquia ou se mais uma vez teremos uma convergência de estilos para agradar ao público divergente, mas sem os vários minutos de cutscenes entre um gameplay e outro. Não é motivo de revolta, porém saiba que o que você tem em mãos é algo totalmente diferente da proposta inicial, porém ainda algo muito awesome por termos uma das franquias de maior sucesso voltando com dois jogos nos próximos meses. A verdade é que uma franquia durar 25 anos e ainda ser lembrada, adorada e esperada pelos fãs merece qualquer elogio e mérito pelo trabalho que desenvolve, além do espaço que consegue manter dentre a enxurrada de games que saem a cada mês.

A grande questão que fica é: Para onde a história de MG nos levará daqui para frente?

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Post Author: Rafael Nery

1) Geminiano e Nerd 2) Adoro usar xadrez 3) Amante de quadrinhos, games, filmes e desenhos 4) Estudioso da cultura japonesa 5) Viciado em literatura fantástica